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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Manifesto Porta na Cara

O video abaixo foi mostrado na aula de ontem de Brasil: Questões Contemporânes, na qual discutimos a questão racial no Brasil, a partir do capítulo 09, do livro de Carlos Alberto Almeida, "A cara do Brasileiro". A turma de Conversação também foi exposta a temática parecida, a partir do filme "Vista a Minha Pele", de Joel Zito;

O que você acha disso?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Internacionalização da Amazônia

Durante debate ocorrido no mês de Novembro/2000, em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristóvam Buarque (PT), foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado

Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa."

(*) Cristóvam Buarque foi governador do Distrito Federal (PT) e reitor da Universidade de Brasília (UnB), nos anos 90. É palestrante e humanista respeitado mundialmente.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Humor ou Comicidade?

No sábado 15/05/2010 asisti a uma conferência de tradução e interpretação latinoamericana.

Os temas foram variados e foi uns deles que chamou minha atenção: A apresentação do Tradutor Daniel Yagolkowski que falou sobre o humor e a comicidade nos filmes legendados e o significado real da palabra humor.

Você sabia que uma piada com humor não é o mesmo que algo cômico? A comicidade significa fazer uma chacota das coisas o das pessoas, às vezes não é agradável (Exemplo: o chamado humor negro).

Mas o humor é mas sutil, agradável e às vezes mas difícil de comprender para as pessoas de certos setores sociais.

Algums autores mencionados de humor foram: Quevedo, Ambroise Pierce e Jerry Seinfeld.

Freud também faz diferença na psiques entre o humor e a comicidade, então deve ser uma questão importante para discutir.

Desejo que minha nota seja de seu interesse e, se você quer, pode contribuir na correção de meu texto: é bem-vindo!

Para finalizar, deixo uma piada para você:

João: Eu não comprendo por que as pessoas dizem que eu sou preguiçoso se trabalho todos os dias de 14 a 15 horas!

Bastian: É verdade? Então a que hora começa você a trabalhar?

João: Mas eu já disse Bastian! Das 14 às 15!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Migrações na Argentina. Generalidades.

No século XIX tinham chegado à Argentina, imigrantes de todos os continentes. A maioria dos europeus eram espanhóis, portugueses e italianos, mas também chegaram polacos, russos, poucos japoneses. Os africanos não vieram voluntariamente, foram trazidos e destinados à escravidão.
Minha terra prometia paz e trabalho, os lugares de origem fome e guerras.
Quando menina, de meu país se dizia que era um “Crisol de Raças”, na realidade, uma ou duas raças o povoavam desde o início do século XX já que os descendentes dos africanos tinham sido mortos nas guerras da Independência e na guerra do Paraguai, quando deixaram a escravidão buscando a liberdade e os nativos foram deslocados para a fronteira ou mortos na campanha do Geral Roca. Foram assassinados para dividir as suas terras com os que tinham o poder econômico. Suas orelhas, trazidas pelos assassinos, foram testemunha das matanças.
Meu país sim era um “Crisol de Nacionalidades”.
Meus avôs chegaram quando apenas iniciado o século XX sendo quase crianças. O irmão de minha avó dizia para ela: Venha, na Argentina Deus provê de tudo. Cá conheceu a meu avô e formaram Sua Família, os tempos eram difíceis, o desarraigamento triste, as comunicações escassas.
Seus sonhos: Voltar à Europa. Minha avó desejava conhecer a sua irmã Maria que nasceu depois que ela embarcou...
Os imigrantes formaram associações segundo os países de origem, onde se reuniram para reviver a sua cultura que transmitiam aos filhos que iam nascendo na terra “alheia”, enquanto os sonhos de voltar a sua pátria se perdiam.
Trabalhavam de garçons, costureiras, artesões, pedreiros... Economia de subsistência. Lutavam para que seus filhos tivessem tudo quanto necessitassem.
Outra imigração importante aconteceu na década de cinqüenta. Fugiam da fome da Europa depois de concluída a Segunda Guerra Mundial. A população, a mesma. As tarefas desempenhadas, as mesmas. Os sonhos, os mesmos: paz e trabalho. Desejavam que seus filhos tivessem ascensão social. Surgiu um sonho cultivado com muitas privações: “Meu filho o Doutor”, sonho ao qual se somaram os filhos da imigração anterior... Às vezes alcançado...
A capital de Argentina, Buenos Aires, foi “A cidade mais européia da América”. Ela estava povoada de classes medias cujos trabalhos eram em escrivaninhas ou profissões chamadas de liberais, enquanto uma nova imigração “ameaçava”. O trabalho, que fez o genocida Roca, ficou incompleto... Os povos originários voltaram agora como trabalhadores, muitos ambulantes, quando finalizava o século XX.
As ditaduras e as crises mundiais levaram muitos argentinos às terras de seus avós buscando paz, trabalho e ascensão social... Deixando afetos, levando tristeza, desarraigamento... Os filhos nascendo ou crescendo enraizados em outras pátrias... Agora, Buenos Aires é América Latina e as migrações têm outros componentes além do descrito, o principal é o trabalho. Se o trabalho é por pouco tempo tudo é leve e a adaptação é possível com as saudades nas costas.

domingo, 16 de maio de 2010

Escolhendo um estilo de vida …

Minha mãe me sonhava Rainha enquanto meu avô me preferia Amiga.
Sou mulher afastada dos reinados, das jóias e da vida luxuosa que ela propunha para mim em suas vigílias.
Do avô aprendi a primeira lição: Você menina jamais fique sozinha o mais importante na vida são os amigos, mas escolha a consciência.
Da mão de meus amigos percorri a vida e, no momento que ela me empurrou feio foram eles quem me resgataram (nomeio a vocês, Norman, Bruno, Estela, Jorge….)
Ao completar os quinze anos, costume da época, a gente estive coberta com ouro, cadeias, pulseiras, anéis… O presente de meus pais, em caixinha chique foi um relógio com horrível correia larga, de ouro também.
Ao ficar sozinha com meu pai, ele me presenteou com um simples pacotinho. O pacotinho marcou minha vida toda, um livro de Mário Benedetti, Montevideanos. Na primeira folha ele tinha escrito: Minha filhinha, para que jamais esqueça que não há salvação se não é com as pessoas todas.
Nesse momento já tinha completado os três eixos aos que sempre tento me aproximar: Amizades plenas, leituras e solidariedade sem limites.

sábado, 15 de maio de 2010

Vivendo e aprendendo a jogar

Na aula de conversação de ontem, na primeira parte, assistimos a este video de Jussara Silveira, por conta de uma visita que a maior parte do animado grupo fez ao Notorious, no show da diva baiana com o músico igualmente baiano, Luiz Brasil.

Ao falarmos sobre a letra, surgiu uma questão intercultural interessante. Eu não sabia que aqui se jogava outro tipo de baralho. E depois de desastradamente tentar desenhar os naipes, contei com a inestimável ajuda de Juana. Hoje pela manhã, Silvina Silvina acordou pensando nos naipes (copas, paus, espadas e ouros) fez uma pesquisa e esclareceu. Sobre a pesquisa, vamos aguardar se Silvina Silvina não quer se manifestar.

Mas saiu mais da conversa. Aproveitei e catei uns provérbios sobre jogo disponíveis em http://www.jangadabrasil.com.br/proverbios/pesquisa.asp




Azar no jogo, sorte no amor

Feliz no jogo, infeliz no amor

Infeliz no jogo, feliz no amor

Jogo de baralho e sexo: ou se tem um bom parceiro ou uma boa mão

Jogo e bebida, casa perdida

Jogo franco, cartas na mesa

Mais se descobre numa hora de jogo, que em muitas de conversa

O jogo é jogado

O jogo só termina quando o juiz apita

Uma hora de jogo descobre mais que um ano de conversação
 
Segue também o video para a música "Sentado à Beira do Caminho" http://letras.terra.com.br/roberto-carlos/48679/ 



Finalmente, Elis Regina cantando Vivendo e Aprendendo a Jogar